Sente dor no ombro ao levantar o braço, a conduzir ou durante a noite? Estes sintomas podem estar relacionados com a coifa dos rotadores, mas também podem surgir noutras condições do ombro. Por isso, a avaliação clínica é importante para identificar os fatores associados à dor e definir o tratamento mais adequado.
Neste artigo explicamos o que é a coifa dos rotadores, quais são os sintomas mais frequentes e como a fisioterapia pode contribuir para recuperar a mobilidade, a força e a capacidade funcional.
A coifa dos rotadores é constituída por quatro músculos e respetivos tendões: supraespinhoso, infraespinhoso, pequeno redondo e subescapular.
Estas estruturas ajudam a estabilizar a articulação do ombro e participam em movimentos como elevar e rodar o braço, alcançar objetos e realizar tarefas acima da cabeça.
As alterações da coifa podem estar relacionadas com diferentes fatores, como o envelhecimento dos tendões, a exposição repetida a determinadas cargas, alterações súbitas da atividade, traumatismos ou exigências profissionais e desportivas.
São mais frequentes em:
Atualmente, utiliza-se frequentemente a expressão tendinopatia da coifa dos rotadores, porque a dor nem sempre corresponde a um processo inflamatório. Também podem existir calcificações ou roturas parciais ou completas dos tendões.
Os sintomas variam de pessoa para pessoa e, isoladamente, não permitem confirmar o diagnóstico. Podem incluir:
Uma avaliação especializada permite distinguir uma possível tendinopatia da coifa de outras situações, como capsulite adesiva, artrose, instabilidade, dor cervical ou lesões traumáticas.
A avaliação começa pela história dos sintomas, atividades que agravam a dor, exigências profissionais e desportivas, antecedentes clínicos e objetivos da pessoa.
O fisioterapeuta avalia a mobilidade, força, tolerância à carga e capacidade para realizar tarefas relevantes. Os exames de imagem, como ecografia ou ressonância magnética, podem ser úteis em determinadas situações, mas devem ser interpretados em conjunto com a avaliação clínica.
Na maioria das situações não traumáticas, o tratamento inicial é conservador. O programa de fisioterapia é adaptado à condição, capacidade e objetivos de cada pessoa.
Pode incluir:
A evolução depende de fatores como a duração dos sintomas, capacidade do tendão, intensidade da dor, exigências diárias e adesão ao programa de exercícios.
É aconselhável procurar avaliação quando a dor persiste, limita o movimento, interfere com o sono ou dificulta as atividades diárias, profissionais ou desportivas.
Procure avaliação médica com maior brevidade se existir:
No Fisicamente Centro Terapêutico, no Porto, realizamos uma avaliação individual para identificar os fatores associados à dor e definir um programa de reabilitação progressivo.
O objetivo é recuperar a mobilidade, aumentar a força e ajudar cada pessoa a regressar com segurança às suas atividades quotidianas, profissionais ou desportivas.
José Alberto Silva
Fisioterapeuta — Cédula Ordem dos Fisioterapeutas n.º 578
Especialista em Reabilitação em Medicina do Exercício e Desporto
Conteúdo revisto em setembro de 2026.
Avenida da França. nº 256, Piso 2, Sala 2.4 4050-276 Porto - Portugal
Contacto:
+351 918 425 885
(chamada para rede móvel nacional)
© 2026 Powered by Mixtura ® • All Rights Reserved
Contacta-nos